quinta-feira, 1 de agosto de 2019

27-5/ Por Conta da Poluição Sonóra

27/ de Maio 


"Eu não agüento mais essa poluição sonora (da cidade), esse barulho ensurdecedor, insuportável, e sem controle, tem hora que a gente fica quase louca, até parece que os meus ouvidos vão  explodir”. 
Era este o desabafo de dona Albertina de Jesus, (nome fictício) 62 anos, cabelos esbranquiçados que (a pedido de um grupo de idosos), palestrou sobre o assunto: a poluição sonora, e seus agentes. 
Do que ela argumentou dizendo o seguinte: Viver na cidade está ficando cada vez mais difícil e as coisas tendem a piorar. 
Geralmente, as pessoas idosas são as que mais reclamam e tem dificuldades em conviver com muito barulho. “Entendam-me, por favor, não podemos desconversar”. 
Vejam bem: O homem moderno ainda não se deu conta ser ele mesmo o causador de seus principais problemas e agruras, e, a partir destes princípios, é que surgem as consequências. 
Falta ao homem moderno determinação, equilíbrio, reconhecimento e respeito para com o ambiente onde vive e trabalha; e, em meio a tantos desmandos de ordens ambientais ele acaba batendo de frente com alguns percalços por ele criados, desespera, questiona-se e sofre. 
Nas ruas e avenidas, disse dona Albertina, o barulho está relacionado ao fator trânsito, onde o numero veículo automotores aumentam, e isso acaba gerando um barulho infernal. 
Não obstante, a isso, o barulho é acrescido, também, por conta de aparelhos sonoros instalados em automóveis, onde o som, ao eclodir, eleva o volume e isto acaba por agravar o sistema auditivo das pessoas. 
Mas as coisas não param por aí. Vêm os buzinaços, as frenagens, cantadas de pneus, publicidades, alarmes disparados, alto-falantes e microfonias. 
E nos quintais, cães presos que ladram a noite inteira. Nos parques industriais, são as máquinas possantes que trabalham com terraplenagem, aceleradas roncando 24 horas. 
Nos arrabaldes, são micros e pequenas empresas, onde as guilhotinas ecoam em fundo de quintais. Nas praças públicas, em tempos de política, são vistos showmícios, bandas, e toques de tambores, que extrapolam ao vivo, exibindo grito de carnaval. 
Nos bairros, o som alto nas casas coincide com os rumores sonoros da propaganda política eleitoral, repetitiva (a cada dois anos) essa pantomima vergonhosa, a qual não deveria existir e que inferniza as ruas. 
Em portas de clube de danceterias, dá-se ao luxo do barulho com algazarras e palavrões. Nos estádios desportivos, é o brado estrepitoso e ensurdecedor do futebol, sem contar os grupos de arruaceiros, que lá pelas tantas da madruga, retornam para suas casas aos gritos e gargalhadas.
Nos ares, são os surpreendentes ruídos aéreos, de aviões que sobrevoam o espaço, onde o barulho das turbinas assusta e treme as vidraças. É barulho pra ninguém botar defeito; haja decibéis e ouvidos também. 
Em contrapartida, faltam respeito e reconhecimento para com os idosos. Eles não são culpados de terem passado pela fugacidade da vida. O que eles realmente precisam nesta idade é de sossego e bem estar total. E não devem ser excluídos da vida antes do tempo. Não existe coisa pior e mais chata, (para o idoso) do que o ingerir barulho. 
Entendo que o barulho faz parte do dia a dia da vida e, que o silencio total é coisa de cemitério. No entanto ninguém é obrigado concordar com esses pontos de vistas aqui apresentados; que afinal de contas, não são meus, e sim de um grupo de idosos de meu bairro. Finalizou Dona Albertina. 
Amigo (a) internauta, que tipo de cartão você daria hoje para a poluição sonora: O amarelo, ou o vermelho? A resposta é só sua.

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