(Mt-19, 16-24), Existe hoje, dentro de nossas comunidades cristãns, pessoas que embora estejam com os dois pés na igreja, mesmo assim elas ainda sentem na alma um vazio existencial. Vivem sem certeza de salvação e, sem conciência de vida eterna.
Cristo olhou com amor o jovem rico, e viu seus conflitos internos, viu sua desesperada situação: Pior; “perdido dentro de sua própria igreja”, desgarrado, e querendo obedecer a todos os mandamentos. Pior, carregando nas costas a sua comunidade.
PARAFRASEANDO:
Eu imagino como foi o coloquio de Jesus com o jovem rico. Deve ter sido mais ou menos assim: "Sabe filho qual é seu problema?" Apenas um. Em seu coração não há lugar para Mim, em seu coração só há lugar para as riquezas materiais que embora sejam boas, mas, nem tão boas assim. .
A Bíblia diz que, pesaroso desta palavra, aquele jovem retirou-se triste.
Sabe por que as pessoas às vezes não são felizes na igreja? Falta amor à Cristo. Estamos na igreja porque gostamos dela e por vínculos familiares senão parentescos; ou simplesmente porque todo ser humano tem que ter uma religião, mas não porque amamos a Cristo.
Se o ser humano amar a Jesus com todo seu coração, será incapaz de fazer algo que magoe o seu Redentor. Sua vida, em consequência, será uma vida de obediência plena.
Ocorre que às vezes, estamos mais preocupados em obedecer às normas de uma determinada igreja do que amar a Jesus e ter o prazer de serví-Lo. O interesse de Jesus é diferente: "Dá-Me, filho Meu, o teu coração" (Pv-23, 26, e, Apoc-3-20).
Não importa seu presente, nem seu passado. Não importa suas virtudes ou defeitos; suas vitórias ou derrotas. Deus é livre para aliciar os seus escolhidos, Ele não se restringe a acolher apenas aqueles que os homens julgam moralmente perfeitos.
O jovem rico partiu triste. Subentende-se que na igreja ele não voltou mais. Contudo, ele estava apto a continuar carregando nas costas uma igreja e, a viver como um perdido dentro dela. Mas não a entregar o seu coração ao Divino Mestre.

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