segunda-feira, 12 de agosto de 2019

27-3/ Na Contra-Mão da Estrada da Vida

27/ de Março

Vivemos em um mundo em que os pais levam os filhos para o berçário; os filhos levam os pais para o asilo, e todos buscam cachorros para fazer companhias. 
Há um crescente número de idosos em nossa sociedade e dentre eles alguns possuem uma boa renda, tendo a possibilidade de proporcionar um bom nível social para seus familiares o que intensifica sua relação. 
Já a outra parte dos idosos, que possuem um nível econômico baixo, geralmente eles é abandonados por seus descendentes em casas de repouso e asilos. 
Pois é amigo leitor, é assim mesmo; quando os pais ficam velhos, os filhos (nem todos) já não se importam com papai e mamãe, até mesmo os netos vão crescendo e não fazem nenhuma visita aos seus avós, aliás, eles os procuram quando precisa de um dinheirinho extra. O interesse é fogo, e ao mesmo tempo ficam postando fotos de felicidade no feice, mas fazer uma visita ao seu velho ninguém é capaz. Que triste! 

O QUE O IDOSO AMA.
Vejam-bem, o que as pessoas idosas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” 
A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que é um bom ouvinte. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente na varanda da casa: pai, mãe, filhos, falatório alegre; e do lado, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. Aprendi que hoje, muitas pessoas idosas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute.



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