quinta-feira, 1 de agosto de 2019

29-5/ Anjos de Uma Aza Só

29/ de Maio 

Um renomado líder espiritual, caminhava atentamente pelas ruas movimentadas de uma bela cidade chinesa, quando num dado momento, ele foi abordado por um menino de rua de dez anos, que carregava sobre os ombros um outro menor de três anos: “Por gentileza cidadão, preciso de uma informação disse lhe o garoto”.
Em colóquio com o menino, o religioso fazia por observar que o infante aparentava estar cansado, em razão da carga humana que levava sobre os ombros. Mesmo assim, não escondia dos lábios um sorriso animador! Foi quando o religioso perguntou-lhe: “Menino, diga-me uma coisa, o que fazes deve ser muito difícil, não é mesmo”? Ter que carregar um pirralho desse tamanho nas costas o tempo todo isso é imposição, só pode. 
Num ar de riso, e revelando uma grande dose de amor, o garoto disse ao religioso: Veja bem meu senhor, isto não é imposição. Não pesa, não “é sofrível, não importo, ele é meu irmão.” Deu uma corridinha, para o lado, como se estivesse brincando, despediu-se e foi embora. 
Em face à preleção e ao gesto do garoto, o religioso sentiu-se arrasado. Teologicamente falando, o religioso  teve que curvar-se diante daquele menino de rua.
A máscara de sua religiosidade caía por terra. A verdade, quando aliada à prática, torna-se irresistível. O amor excede a todo entendimento humano; “Levai as cargas uns dos outros”, dizia o apóstolo Paulo aos (GL 6:2). O amor, a partilha e a solidariedade, juntos, formam a mais bela atitude que o evangelho nos ensina. Fora a isto, a religião vira fanatismo. 
Como podemos nos identificar como discípulos de Cristo, se negamos aquilo que, para Ele, é o mais importante, o amor? O exemplo do menino de rua (o chinês) é suficiente para que aprendamos o verdadeiro sentido desta tão importante afirmação da palavra de Deus: “Levai as cargas uns dos outros”. 
Ofereçamos, pois, nossas mãos e os nossos ombros aos nossos irmãos, tendo sempre em mente esta verdade: “Eles não são fardos, são nossos irmãos.”. 
Aliás, somos anjos de uma asa só. E, só podemos alçar vôo quando abraçados uns aos outros! (ver imagem). 

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