Enquanto a bondosa mãe preparava o jantar, o filho mais velho chega propositadamente e entrega-lhe um bilhete que continha os seguintes dizeres: “Mãe, que eu saiba ninguém trabalha de graça. Eu não sou relógio que trabalha o tempo inteiro sem ganhar nada. Quem trabalha precisa ser remunerado. Certo? Até quando vou ter que ajudar em casa trabalhando gratuitamente? Enfim, já estou crescido e é justo que eu carregue no bolso alguns trocadinhos, pra de vez em quando festejar com os amiguinhos, não é verdade?
Mãe veja bem, não pense que estou experimentando a senhora, nada disso. Mas preciso dizer-lhe algo, a Senhora está em débito comigo. Estive fazendo as contas e, pelos serviços que prestei durante o ano vou cobrar-lhe o seguinte valor: Por varrer a casa dia sim, dia não, R$ 5,00; por secar a louça, R$ 3,00; por cuidar de minha irmãzinha e trocar suas fraldas, R$ 8,00; por atender ao telefone, R$ 2,00; pelas vezes que tive que lavar o carro, R$ 12,00. “Total: R$ 30,00... Exatamente. Este é o valor que a senhora me deve.”
Ao terminar de ler, e num ar de riso, a bondosa mãe pediu-lhe um lápis e escreveu no verso do próprio bilhete: “Pelas noites que passei em claro com você; pelas dezenas de vezes que lhe amamentei; pelas vezes que tive que sair às pressas, levá-lo ao posto de saúde e enfrentar filas para ser atendida; por cuidar de você enquanto estava doente; e por ter lhe dado carinho e atenção desde o seu nascimento até hoje, por tudo isso, meu filho, e muito mais, não cobro absolutamente nada!” E devolveu o bilhete ao filho, que encheu os olhos de lágrimas ao lê-lo, e ruborizado monologou: "Eu ainda não sabia que amor de mãe não tem preço!" É. Mãe é isso. Uma eterna doação de puro amor!

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