16/ de Abril
Nos dias de Jesus, comia-se com as mãos. Não havia utensílios apropriados. Para manter as mãos limpas durante a refeição, os ricos usavam pedaços de pão. O pão, então, caia no chão, aqui descrito como “migalhas que caiam”.
Os mendigos esperavam que o pão caísse para que pudessem comer. Temos aqui nesta porção bíblica em transito, um contraste gigante demonstrado entre a pessoa de um rico e a de um mendigo.
Numa sociedade dominada pelo ídolo $ dinheiro (não importa onde), coitados dos marginalizados!
Enquanto o rico usava roupas com grifes importadas e tinha o que podia desejar, na porta de sua casa ficava acocorado um mendigo chamado Lazaro cuja pele era coberta de chagas.
Lazaro, ficava de olho cumprido e desejava comer das migalhas que caiam da mesa que nem isto o rico lhe dava. Assim vivia Lazaro à porta da casa do rico, e com ele seus amigos; os “cães,” que faziam por lamber-lhe as feridas (ver imagem).
Resumindo: Morreu Lazaro o mendigo, e morreu também o rico. Lazaro foi levado para o Céu junto de Abraão, e o rico foi encerrado no invisível mundo dos mortos a sofrer tormentos por toda a eternidade. Vede - (Lc-16, 19-31).
Mais do que explicação da vida no alem, a parábola não deixa de ser uma critica para com a sociedade classista da época, onde o rico vive na abundância e no luxo enquanto o pobre malquisto morre abraçado com a miserabilidade.
Hoje, não custa a gente crer que a vóz de Lazaro (o mendigo da parábola), é a voz dos miseráveis que acabam na sede e na fome sendo excluídos da vida antes do tempo (Is-55, 1).
Sabemos que a morte é coisa séria e certa.
Materialmente falando, partiremos para o além com as mãos vazias. Morre o pobre, e morre o $ rico. Com a morte o excedente de bens acumulado para quem vai ficar? A resposta é só sua.
Materialmente falando, partiremos para o além com as mãos vazias. Morre o pobre, e morre o $ rico. Com a morte o excedente de bens acumulado para quem vai ficar? A resposta é só sua.

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