Fatigado com o peso da idade, um velho pai chama o filho, e em meio às lagrimas fala do que sente: "Filho querido, muito breve estarei partindo para a eternidade. Não tome por mau o que pretendo lhe dizer. Aqui está minha muleta de aroeira, devo muito a ela.
Gostaria que ela fosse guardada por alguém da família. A saber: Lembrada principalmente por você"
Foi quando o filho, ostentosamente e num tom de desprezo desenvolveu o diálogo com o pai mais ou menos nestes termos: “Grande coisa! Né, papai?”.
Já que o senhor não vai deixar nenhum dinheiro, pra que me serve este pedaço de pau? Sou moço novo, e o que preciso é de dinheiro e, sobretudo gozar a vida. Sendo assim, o senhor pode morrer “bem sossegado” desta muleta ninguém mais vai precisar.
Não demorou para que o peso das palavras impensadas caísse (como um raio) sobre a vida daquele moço tirando-o de circulação. Em um acidente de automóvel uma das pernas para sempre ele perdeu. Os amigos e as mulheres lhe deixaram. Ele foi forçado a voltar para a velha casa que ele um dia abandonou.
Até mesmo o arrogante às vezes consegue façanhas admiráveis; sem saber como e nem por que. Mas quando perde tudo o quanto ganhou, é sempre por uma razão, a saber, à arrogância.
A presunção nos prega tantas peças que, aparentemente até parecem ser boas, mas não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado.
MORAL:
Hoje, (cotoco) aquele moço vive rua a cima rua a baixo se arrastando e implorando a caridade pública. A muleta que o velho pai deixou é quem faz ele caminhar pela cidade.

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