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27/ de Junho
(Jz-11, 29-40). Os amonitas eram homens violentos e cruéis em suas guerras, vazando os olhos dos seus inimigos e rasgando o ventre das mulheres grávidas (Am-1, 13). Eles tinham por religião e prática, uma atribuição impiedosa e degradante. Eles ofereciam sacrifícios humanos ao deus Moloque (Lv-20, 1-5). E também eram considerados inimigos do povo hebreu, desde o dia em que recusaram dar a Israel passagem para entrar na terra de Canaã. Esta hostilidade continuava no tempo de Jefté, o nono Juiz de Israel (Jz-11). E Jefté usando de autoridade política aproveitou para vingar a este portentoso inimigo de Israel.
Jefté fez intencionalmente um voto que poderia incluir o sacrifício humano, apesar de Deus o ter proibido (Lv-18, 21, 20-1, 5). Seu voto demonstra ignorância ou desconsideração total para com a Lei de Moisés. Apesar dos pesares, Deus honrou o voto descabido de Jefté, que a rigor massacrou os amonitas por inteiro.
Vitima de uma promessa imprudente feita pelo pai, temos aqui o relato da morte de uma menina-moça, cujo nome dela não se sabe. Ela que foi oferecida em holocausto pelo próprio pai. E isto serve de advertência contra promessas descabidas e infundadas que não estejam de acordo com o projeto de Deus, que é projeto de vida e não de morte.
Correndo um grande risco de vida, e em plena juventude, ela pediu ao pai: conceda-me apenas isto: Deixe-me andar (como nômade) pelos campos dois meses, chorando com minhas amigas, porque vou morrer virgem. Vá, disse-lhe o pai. Agora, a vida de sua filha havia se transformado dum jardim de flores numa estrada de espinhos. E tão logo que ela voltou do campo, seu pai cumpriu o voto que fizera (Jz-11-29, 40).
Ao sacrificar sua filha, o terror de Jefté foi algo semelhante ao zumbir do pernilongo quando ele (na cama) faz por visitar nossos ouvidos. Contudo a morte prematura desta menina-moça “colaborou” para que o nome de Jefté (seu pai) fosse destaque na galeria de nomes dos heróis da fé (Hb-11, 32).
O que a filha de Jefté pode ensinar às meninas-moças de hoje? Certamente ela é um exemplo verdadeiro de obediência ao pai e compromisso total com Deus. Nos dias de hoje, como no tempo da filha de Jefté, os filhos muitas vezes sofrem as conseqüências da escolha dos pais. Assim sendo os pais devem ser extremamente sábios e cautelosos ao tomar decisões precipitadas que afetarão a vida de seus filhos (Ef-6, 4).
UM PARADOXO TEOLÓGICO.
Eu tenho por certo que esta menina-moça, morreu sabendo da grande vitória alcançada por seu pai na guerra e que derrotou por inteiro os temíveis inimigos de Israel os amonitas. No entanto, não me custa crer que as proezas de (Jefté) não passaram de uma vitória com sabor de derrota

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