segunda-feira, 22 de julho de 2019

6-7/ A Verdade que Brota do Espelho

06/ de Julho

“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe—braço que envolve—palavra que conforta— olhar que acaricia—silêncio que respeita—alegria que contagia—lágrima que corre—desejo que sacia e amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que a vida não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. 
Olhar no espelho e ver-se, mas não se reconhecer. Olhar no espelho e perceber as marcas do tempo, os caminhos trilhados, os tantos momentos vividos, as marcas que hoje se encontram no corpo, na memória e na narrativa.
Olhar no espelho e deter-se sobre a própria imagem, conhecer-se, (des) conhecer-se e (re) conhecer-se... Dicotomias... Conflitos... Mistura de emoções... Estranhamentos... Atravessamentos. É ver-se e não se ver.
As rugas, os cabelos brancos, o corpo mudado, as formas de ser e de estar no mundo, o uso da sabedoria... Assim se aproxima a velhice, pouco a pouco, silenciosa e branda. Marcas denunciadas pelo espelho, espelhos externos e internos. Espelhos que velam e desvelam o objeto de estudo que escolhemos para estudar a velhice.

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